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quinta-feira, novembro 05, 2009

da índia até my sweet lord - em 30 de novembro, 8 anos sem ele

aqui no lar, o silêncio da tv aberta foi rompido, depois de anos, com a transmissão do folhetim, caminho das índias. a música, as cores, costumes e idioma, a atração curiosa pelo desconhecido, são algumas das razões.
dia desses o the big picture me vem com fotos da índia -
veja, aqui - uma tal feira de mela que acontece em kartik purina, na cidade sagrada de pushkar, berço dos brahmanis.

a pushkar camel fair

a pequena pushkar tem perto de 12 mil habitantes, fica perto do deserto de thar, no rajastão, a noroeste da índia e é religiosamente importante, por manter-se como a histórica nação dos brahmanis, o topo da hierarquia hindu. ali estão alojados os únicos templos de adoração ao d'us brahma.

a feira, em plena lua cheia de novembro - kartik purina - é um desfile de quase 60 mil animais entre cavalos, vacas e camelos, as vedetes da festa, que executam acrobacias, apostam corrida, são julgados pela pintura em seus corpos, e podem ou não ser comercializados. a preparação da festa equivale ao carnaval do brasil, ou seja, os raikas, pastores das tribos nômades do rajastão, organizam-se por meses a fio, antes de atravessarem a aridez do thar, e alcançarem a planície desértica, ao sul da pequena pushkar, onde montam suas tendas transformando o local num vasto, e a perder de vista, acampamento colorido e movimentado.
durante 10 dias os donos da festa são os camelos. ornados com pedrarias e flores, maquiados com hena, eles têm seu pelo tosado em desenhos de figuras geométricas, e serão julgados segundo as normas, quando receberão as notas que vão determinar os vencedores. o prêmio é grana da boa.




KARTIKA - Tempo do Brilho
O mês de Kartika vai de 23 de outubro à 21 de novembro.

Este é um mês rico em magia. Mesmo na Antigüidade, acreditava-se que Kartika era o mais mágico dos meses e que a Mãe-Terra transformava seus seres mágicos em formigas, borboletas e outros insetos que deveriam espionar os humanos para saber se eles mereciam sua ajuda. Daí nasceu o hábito de colocarem-se pratinhos de açúcar pela casa para agradar esses "espiões" mágicos.

1º. de Kartika / 23 de outubro:
Ritual de Govardhana, também conhecido como Go Puja e Go Krda.

2 de Kartika / 24 de outubro:
Festival dos Espíritos do Ar.

9 de Kartika / 31 de outubro:
Festival de Desehra, celebrando a batalha de Rama e Kaly contra o demônio Ravana.

14 de Kartika / 5 de novembro:
Tulasi-Saligrama Vivaha, Celebração de Tulasi, a planta que é adorada pelo Xamanismo Ancestral.

19 de Kartika / 10 de novembro:
Celebração de Kaly, destruidora do mal.

25 de Kartika / 16 de novembro:
Festival da Deusa da Fortuna.

* Lua Nova de Kartika:
Shivaratri (Shiva Puja), Vigília ao Pai do Xamanismo Ancestral.
(fonte:
http://www.xamanismoancestral.com.br/)


meu primeiro contato musical com a índia foi através daquela desastrosa viagem dos beatles até lá, levados por george, num tempo em que eles tinham como coadjuvantes, a mia farrow - isso mesmo!!! aquela, que um dia foi casada com o antagonismo mais perfeito aos beatles ... frank sinatra - a prudence, donovan, candice bergen, mick jagger, marianne faithfull, yoko ono, mike love e al jardine - beach boys - john densmore e ray manzarek - the doors - e o maharishi mahesh yogi, el trambiqueiro aproveitador ... perdoem-me os d'uses!!! caso eu esteja sendo injusta ou precipitada.

aqui, part one

aqui, part two

nota da autora: a prudence, irmã da mia farrow, entregou-se com tamanho fervor à meditação, que obrigou john lennon a escrever dear prudence. a chata da prudence meditava, e meditava, e meditava, ... - continua, até hoje - e não aceitava os convites insistentes de todos, pra tomar uma cervejinha, jogar conversa fora, tricotar sobre planos futuros, nada.
prudence, uma chata que inspirou uma das mais belas canções do rock.

canta junto:

Dear Prudence, won't you come out to play
Dear Prudence, greet the brand new day
The sun is up, the sky is blue
It's beautiful and so are you
Dear Prudence won't you come out and play?

Dear Prudence, open up your eyes
Dear Prudence, see the sunny skies
The wind is low, the birds will sing
That you are part of everything
Dear Prudence won't you open up your eyes?

Look around round (Round, round, round...)
Look around round (Round, round, round...)
Look around

Dear Prudence, let me see you smile
Dear Prudence, like a little child
The clouds will be a daisy chain
So let me see you smile again
Dear Prudence won't you let me see you smile?

entenda:

Querida Prudence, por que você não sai para
brincar?
Querida Prudence, venha brindar um novo dia.
O sol nasceu, o céu está azul
Isto é lindo como você.
Querida Prudence por que você não sai para
brincar?
Querida Prudence abra seus olhos.
Querida Prudence veja o amanhecer.
O vento está suave, os pássaros vão cantar
e você é parte de tudo isto.
Querida Prudence por que você não abre seus
olhos?
Olhe em sua volta
Olhe em sua volta
Olhe em sua volta.
Querida Prudence deixe-me ver você sorrir.
Querida Prudence como uma criança.
As nuvens certamente serão margaridas
Então deixe-me ver você sorrir novamente.
Querida Prudence por que você não me deixa ver
você sorrir?

outras estórias:


naquela viagem os beatles estiveram hospedados em dehra dun, cidade distante 230km, ao norte de nova delhi. george escreveu uma canção a dehra dun, que nunca foi gravada, oficialmente, pelos beatles ou por ele.
existe um registro, numa fita demo, feito assim que os beatles retornaram a londres, em 1968 ...
ouça.
a única gravação oficial desta canção é a de
zé ramalho, em 2008, no álbum - inspiradíssimo - as outras cores do álbum branco.



retomando:


mais tarde, veio a compensação, e ravi shankar entrou na minha vida, também, pelas mãos de george e a música indiana se fez apresentar condignamente. tudo se encaixou.
veja ou reveja.

é isso. acabou-se a estória, morreu vitória, quem quiser que conte outra, melhor.

antes, porém, ajoelha e reza
ouvindo e vendo, direto das nuvens.

6 comentários:

Luciana P. disse...

Oi, Re, e que feira, hein, realmente fantástica em tamanho e amplitude.
Não conheço nada em termos musicais da Índia. Apenas sei um pouco da cultura porque tenho um amigo blogueiro que é indiano. Ele sempre posta algumas coisas interessantes sobre a cultura indiana. Ele escreve em inglês. Eu traduzo e consigo conhecer um pouco desse povo. Muito interessante o seu post. Também dá uns toques de informação em termos "sonoros", digamos assim, desse lugar.

Beijos e bom final de semana.

Cris disse...

Rê,

O ritmo da música indiana, parece algo alucinógeno. A gente sente uma euforia que não estamos acostumados em nossa cultura.

Quanto a feira, o que me deixa impressionada é a profusão de cores usadas por eles. A vida é muito mais bonita a cores.

Em um país como o nosso, até que ficaria bem: um tropicalismo colorido.

JefCor disse...

Boa Re...
Entrei apenas para dizer que não consegui assistir o documentário todo. Acho que em alguma geração passada minha devo ter sido escravo na India porque não gosto de nada de lá. A música é irritante, as comidas que eles comem, as mulheres que eles traçam e o ambiente em que vivem são simplesmente horriveis. Fica para outra embora, não posso deixar de parabenizá-la pela competência de sempre.

tagskie disse...

hi.. just dropping by here... have a nice day! http://kantahanan.blogspot.com/

Berenice disse...

\o/ pipocar de champanhe, Rê!!!

bjos
Berê

Alceu A. Sperança disse...

Sempre estou com minha discoteca à mão, por isso fiz questão de ler com prazer suas considerações ouvindo "India", de John Lennon.

Lendo e ouvindo,concordo com os versos:

"I'm searching for an answer, but somewhere deep inside I know I'll never find it here - it's already in my mind".

Por isso, quanto mais procuramos lá fora, mais nos achamos aqui dentro.

A Índia começou agora a ser aquilo que o Brasil já poderia ter sido: um fornecedor de gênios à humanidade.

Nossos gênios, infelizmente, ainda estão soterrados pela mediocridade palaciana.

 
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