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terça-feira, setembro 09, 2008

lulu santos e certas coisas

click ... click in black.

porque tenho plena convicção de que, como diz o poeta, somos feitos de silêncio e sons, não é possível ir ao texto sem lançar mão de uma das mais belas canções conhecidas ... letra e música.




nascido sob touro, aos 4 dias de maio de 1953, luiz maurício pragana dos santos, é uma das melhores e mais musicais controvérsias brasileiras.
... quer protagonizar uma boa discussão sobre música??? comece dizendo que é fã de
lulu santos. injustiça, considerando que ele é precursor do rock'n roll no brasil.

eu??? adorooooooooo!!!

afinal, ele tornou famosa uma das bandas de rock'n roll dessa terra adorada entre outras mil, o vimana que tem, gravada em sua estória, a catastrófica - falha no som - participação em 1975, da primeira edição do hollywood rock que quase contribuiu para sua aniquilação. a seguir a banda deu um pequeno salto até o teatro para participar de um espetáculo de marília pera, feiticeira, na mesma ocasião da entrada de lobão & lobão e ritchie. aquilo fez o vimana recuperar a auto-confiança sem, no entanto, causar grande efeito público.




patrick moraz, primeiro à esquerda e o vimana, em peso
*entre bichos e grilos*


em sua discografia é possível ouvir, apenas um compacto com as canções, zebra e masquerade, além da participação na trilha sonora do espetáculo de marília pera ou, não ouvir, um lp - vinil - que nunca foi lançado ao ar.



pros que, infelizmente, nasceram depois de 1982, lp/long play ou vinil, o famoso e simpático bolachão, é uma mídia - em linguagem de época, nada mais que um disco - que surgiu entre 1948 e 1950. curioso saber que para ser ouvido, o lp não necessita de aparelho de som ligado. colocado na vitrola em funcionamento, ou seja, o prato girando e a agulha postada sobre o disco, é possível ouvir o que está sendo reproduzido, pois, o sistema tem base na vibração da agulha encaixada dentro da ranhura em espiral que é, pura e simplesmente, a representação do audio naquele contexto.

a melhor razão, aquela que mantém o vimana na lembrança da nação rockeira, são os seus participantes, a saber: lobão na bateria, lulu santos na guitarra e voz, o
menino veneno ritchie & ritchie na flauta e voz - olha isto!!! - fernando gama na guitarra que mais tarde foi do boca livre & boca livre, e luiz paulo nos teclados.
os rumos que a banda tomou a seguir traçados, ou não, pelo suiço de nascimento e brasileiro de coração, patrick moráz, tecladista que teve a árdua tarefa de substituir rick wakeman no yes no álbum relayer, não eram os mesmos que tomaria
lulu santos e, portanto, restou-lhe enfiar a guitarra bem tocada no saco e partir em busca de outros caminhos.
encontrou um que faria dele o que é, e seguiu em frente ... antes só, que mal acompanhado.

mesmo dentre os desamores, não há quem não saiba recitar, ao menos, um único versinho de alguma música do lulu santos.

as de amor & amor & amor & amor são incomparáveis.
inúmeras são as frases e nenhum daqueles poemas escapa, sem que haja, entre suas linhas, uma sentença marcante ... tomar o mundo feito coca-cola; se é loucura, então, melhor não ter razão; eu te amo calado como quem ouve uma sinfonia; as vezes eu me sinto uma bala perdida; como uma idéia que existe na cabeça e não tem a menor pretensão de convencer; se amanhã não for nada disso, caberá só a mim esquecer - eu vou sobreviver; ela me faz tão bem, que eu também quero fazer isto por ela ... e por aí siga cantarolando quem quiser.




2 comentários:

berenice disse...

Que ótimo post Regina!! Adoro o Lulu Santos e estas histórias antigas só nos fazem admirá-lo ainda mais! O considero um artista completo e dinâmico. Ele está sempre criando algo de acordo com a época, tanto faz minha geração ser fã dele, como as gerações futuras, ele será sempre moderno!!!

Já postei a letra desta música Certas Coisas, em meu blog, é PERFEITA!

Bjs e delícia de post!

Berenice

Fabio Mariano disse...

Oi, Regina, tudo bom?
Sou super fã do Lulu, já há uns bons anos. Coleciono seus CDs (todos originais - faço questão de comprá-los ainda embalados e virgens) e tenho alguns discos de vinil raros, como o Tempos MOdernos de 82.
Você sabe me dizer onde posso encontrar a gravação de vídeo do show que ele fez em 87, em São Paulo, quando foi gravado o disco Amor À Arte? Queria mutio poder assistir a esse show. Deve existir algum registro audiovisual, não?!

Abraços!
Fabio.

 
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